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Registro e monitoramento de bicicletas

Em tempos de conquista de medidas na esfera da mobilidade urbana, a instalação de ciclovias ganha destaque merecido, ao mesmo tempo em que provoca diferentes reações da população, tanto de apoio quanto de repúdio. As primeiras revelam sensibilidade aos potenciais efeitos benéficos, individuais e coletivos, advindas do uso da bicicleta e, numa esfera mais ampla, do investimento em modalidades de transporte alternativas àquelas já conhecidas e que implicam em elevado custo financeiro e ambiental. As reações de repúdio, por sua vez, estão em sintonia com elementos como a redução de espaços urbanos dedicados às vias usadas para motocicletas, automóveis e ônibus, a redução da velocidade para o compartilhamento de vias públicas pelos automóveis, motocicletas, ônibus e as bicicletas, por exemplo.

No campo da justificativa para modificação de ruas e avenidas para a instalação e/ou expansão do sistema de ciclovias, é intensa e aberta a discussão sobre os potenciais benefícios do uso de bicicletas como meio de locomoção, seja para o esporte e/ou lazer, ou para o transporte de pessoas para o trabalho e/ou a escola, ou para outras finalidades.

De acordo com profissionais ligados à saúde e às questões ambientais, a redução de custo e potencial melhoria das condições de saúde e da qualidade de vida do usuário são apenas os benefícios diretos e isolados do uso da bicicleta. Estudos sugerem que políticas de transporte de baixo custo, como é o caso da infraestrutura para a instalação de ciclovias, tendem a trazer retornos financeiros em longo prazo, na medida em que promovem saúde pública e benefícios ambientais.

Passeios Bikelock

Passeios promovidos pela Bikelock

Um desses estudos foi realizado por pesquisadores da Nova Zelândia, país marcado por condutas direcionadas à preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Publicado na revista norte-americana científica Environmental Health Perspectives, o estudo propõe que para cada dólar gasto com a construção de ciclovias, as cidades podem economizar até 24 dólares, em virtude da redução de custos com saúde, poluição e tráfego.

Nesse contexto de resultados positivos do uso de bicicletas como meio de locomoção para as mais diversas finalidades, temos testemunhado o advendo das “bicicletadas” e tem se tornado comum encontrarmos pessoas pilotando suas bicicletas, sozinhas ou em grupo, em ciclovias especialmente reservadas para esta finalidade, ou mesmo em vias comuns. Tal fenômeno evidencia uma evolução na direção de um sistema de transporte mais democrático e uma melhoria da mobilidade urbana, em consonância com a filosofia tão “em voga” na sociedade atual da busca por formas de desenvolvimento sustentável.

Como propõe André Trigueiro, no blog “Mundo Sustentável” (http://www.mundosustentavel.com.br)

Promover a bicicleta é também promover a democracia e a igualdade social. Uma cidade com um bom planejamento cicloviário garante a qualquer cidadão em uma simples bicicleta os mesmos direitos de ir e vir que aqueles que circulam em carros luxuosos. Por esses e outros motivos ela é um dos muitos canais para se resolver o problema da imobilidade urbana e do sedentarismo. No entanto ela é acima de tudo um símbolo. Uma invenção que se equilibra em movimento, torna mais saudável quem pedala sem poluir o ar que respiramos, pode ser usada por ricos e pobres, crianças e idosos. Promove ainda a integração dos espaços públicos e favorece a aproximação entre as pessoas.

Há que se considerar, entretanto, uma estimativa assustadora: muitos ciclistas tem sido atacados de forma violenta por bandidos que levam suas bicicletas e/ou o que mais o usuário portar. Isso equivale a dizer que, ao lado dos riscos previstos, de quedas e de acidentes, sobretudo relacionados à violência do trânsito, excessivamente marcado por altas velocidades, o público usuário torna-se vulnerável a assaltos e furtos, o que ocasiona obviamente um abalo financeiro importante e até mesmo um risco à própria vida.

Ataques a ciclistas tem sido registrados, especialmente em grandes cidades. Em muitos casos os usuários são feridos, ou até mortos, como ocorreu com o médico Jaime Gold, quando o mesmo pedalava na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, na noite de 19 de maio de 2015. O evento teve um triste desfecho e denunciou um risco infelizmente não isolado, inclusive com relatos de ataques semelhantes no mesmo local.

Naturalmente o fato do médico mencionado ter tido sua vida ceifada anula a importância do furto da bicicleta no evento citado. Contudo vale dizer que os adolescentes envolvidos tinham histórico de roubos de bicicletas. Ao se deparar com bicicletas roubadas por um dos suspeitos, que passagens pela polícia por diferentes crimes, as autoridades envolvidas ressaltaram que não haviam dados que os pudesse levar aos proprietários das bicicletas, o que ajudaria a compreender a verdadeira dimensão desse e de outros crimes.

É nessa base que se fundamenta o presente projeto, que propõe um sistema que confira aumento da segurança dos usuários: o SMARTBIKE, que se refere ao emprego do certificado de atributo para o cadastramento de bicicletas e monitoramento por satélite.

Trata-se de um sistema em que o usuário, proprietário de bicicletas, se cadastra num sistema nacionalmente padronizado para a identificação de bicicletas, através do número de série e/ou outras informações de interesse. Após o cadastramento o usuário paga uma pequena taxa, que passa a ser mensal, e com isso recebe um ship de identificação, que poderá inserir, via assistência técnica, num local discreto, em sua bicicleta. Se sua bicicleta for roubada, nesse caso, poderá ser monitorada, mas a relevância maior de uma medida como esta seria aumentar a segurança dos usuários, na medida em que inibiria a tentativa de furto.

Cadastramento e monitoramento de bicicletas

Cadastramento e monitoramento de bicicletas

Para fundamentar o projeto são apresentados, a seguir, algumas considerações que tratam de:

1) enaltecer a importância do uso da bicicleta como meio de locomoção para os mais variados objetivos, referidos anteriormente, e, consequentemente, do estabelecimento de ações para a disponibilização de estruturas para o uso, em consonância com o desenvolvimento sustentável, a preservação do ambiente e da saúde, em nível individual e coletivo; e

2) discorrer sobre a aplicabilidade e procedência no emprego de um sistema como o aqui apresentado, visando contribuir  para a segurança do usuário e a inibição do furto.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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3 Comments

  1. Marta Healy - 2014-10-03 11:07 Quote

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